imagem: T-Shirt Cão Azul (clique na imagem)
Texto: Pedro Carreiró
“Estava eu tão contente devido a estar perto a data do mítico Paris Dakar.Seria, sem dúvida, uma opurtunidade deveras interessante para por em prática todas aquelas perguntas que aprendi nos meus anos de estudo. Contudo, tal não foi o meu espanto, quando ouvi na rádio que o rally nao se ia realizar devido ao facto de um senhor chamado Sarcozi, que por acaso é o primeiro ministro da frança (pais pelo qual o rally quase que passa, chegando mesmo o vento do passar dos carros a ser sentido), ter dito que não. É pá, este ano não. Tipo mataram quatro franceses na mauritânia e isto não pode ser. Primeiro porque se se realiar o rally à muita probabilidade de a frança sofrer um ataque nuclear e depois porque nao podemos dar franceses assim aos terroristas, temos que ser mais poupadinhos, não é só a água e tal.
Então, depois de telefonar ao Zé (Sócrates), lá convenceu o senhor a dizer: “Basta”, e então o rally foi pelo cano abaixo. Na divulgação desta situação ele disse que os motivos da não realização do rally eram motivos terroristas e eu, como excelente investigador que sou, fui logo ver o tipo de terrorismo que era.Parece que queriam atacar não sei o que com carros lança-roquets. Eu imaginei logo a cena. Um lança rokets intrometia-se na linha de partida, ninguém dava por nada, pois os carros usados lá são de dimensões razoáveis, e lá marchava o lança rokets. Depois quando chegasse ao final, claro que os terroristas estavam a pensar em ficar num dos três primeiros lugares, em vez de abanarem uma garrafa de champanhe iam abanar um roquet. Era uma coisa extremamente bem pensada!!!
Então, como eu queria uma base extremamente consistente para a minha primeira reportagem do ano, decidi embarcar num avião que me levasse a um destino. Destino esse que eu não posso revelar devido ao facto de que se revelar depois fica conhecido e, como aquilo fica lá para os lados do coiso e tal, depois ia haver muita gente a querer comprar aqueles terrenos e aquilo ia ficar um pandemónio. Bem, onde eu queria chegar é que eu entrevistei a Pamela Anderson (nome ficticio) conhecida mundialmente pelos seus intensos ataques terroristas mundias, nacionais e regionais. Se bem me lembro, esta personagem em mil nove e setenta e dois participou nos jogos terroristas sem fronteiras tendo alcançado uma medalha de ouro. Bem, a Pamela disse-me, que o ataque não seria feito com um carro lança rokets. Afirmou que tinha contratado um outro terrorista, Dani de’vito (nome fictício), que teria como função tirar fotografias aos carros e tentar ser atropelado ao mesmo tempo e, quando o fosse, accionaria um o colete de bombas que, por acaso, iam explodir entretanto.
Quando me disseram isto, aí é que eu percebi. O Sarcozi estava era com medo que o piloto fosse frances. Aí ja eram 5. E depois podia haver aquelas anedotas tipo: “á e tal, a frança perdeu a mão, ela esta maneta” e isso era muito mau para a governação do país. Bem, compreendo o bacano perfeitamente.
Mas enfim, voltando ao meu raciocínio. O gajo é atropelado e tal, emite um sinal, o colete explode e lá vai ele para o paraíso todo felizinho da vida enquanto que o piloto e o co-piloto ficam desfeitos.
Bem, o facto é que a Pamela tinha o telemóvel do Dani, e eu, como bom jornalista que sou, pedi-lhe para falar com ele e tal.
Eu sabia que mais tarde ou mais cedo o meu curso de iraquiano intensivo tirado por correspondência e por comparência de 35 minutos na universidade do parchal daria, mais tarde ou mais cedo, algum mais à vontade.
Telefonei e tal, atende-me a empregada. Digo eu a ela: “à e tal, podias me chamar o senhor portátil”. E ela lá foi. Como a casa dele é bué gigante demorou uns 24 minutos a chegar a ele, o que me deu tempo de utilizar os meus piropos iraquianos, coisa na qual fui mais distinguido durante o meu curso. Ela chegou ao seu destino.
Então falei com o Dani. Ele disse-me que já tinha tudo programado. Já tinha tudo tratado e empacotado. A depilação, os perfumes, a carteira, os preservativos, o lubrificante, enfim, tudo o que um terrorista precisa para, depois de se fazer explodir, rumar ao paraíso e encontrar lá 40 virgens à sua espera. Notei algum sofrimento nas palavras dele. Quer dizer, era muito, bastante, via-se que o homem queria mesmo aquilo. Que aquilo era um objectivo que queria alcançar, que era um sonho de bébé, não era uma coisa passageira daquelas que ele passado algum tempo já não se lembrava de nada.
Depois disto tudo, veio Arnold Shazenegger que é o guarda costas da Pamela (que estava a fazer uns biscates enquanto tirava férias ali para os lados do coiso) e pôs-me fora da casa, visto que eu tinha o tempo do parquímetro já mesmo quase a acabar.
E então esta foi a minha primeira reportagem do ano, mas, a primeira de muitas, porque ainda estou à espera de utilizar conhecimentos que aprendi nos meus cursos de lavagem de automóveis, custura quântica e maquinaria ultra-leve.
Espero que tenham gostado desta entrevista.
Abraços e adeus, ate breve!”
Pedro Carreiró
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