Fodologia


Quando compramos um medicamento novo, este vem sempre com todas as instruções, indicações, situações, composições, contra-indicações, excepções, enfim, colhões de coisas.Assim, o paciente sabe de todos os cenários plausíveis no processo de medicação. Fica convencido que a farmacêutica teve aquele trabalho todo por nossa causa, mas na verdade eles só se estão a salvaguardar. Um exemplo:

Paciente – tomei este comprimido para a dor de cabeça e caguei-me todo de esguicho. Vou processá-los.

Senhora muito simpática do atendimento ao cliente – ah, sim, quando foi isso e em que circunstância?

Paciente – ontem à noite. Tava por cima da minha maria, de cu virado para cima, caguei os folhos todos do edredon.

Senhora menos simpática do atendimento ao cliente – pois. Não leu a posologia? Lá dizia que estes comprimidos não podem ser tomados em situações de esforço físico.

Paciente – foda-se. E não tem nenhum produto de limpeza que me possa aconselhar?

De qualquer das formas, a posologia é extremamente importante. Pelo menos, sabemos com o que podemos contar. E, se existe posologia, porque não existe fodologia?

Se há coisa pior que um medicamento que se vira contra o medicado é uma foda que se vira contra o fodilhão. A vida não seria melhor e mais simples se todos andássemos com um pequeno desdobrável no bolso, uma fodologia que encerrasse a nossa descrição enquanto seres fodilhões? Num terreno tão complicado e cheio de regras como o sexo, a fodologia poderia ser o grande salva-vidas para evitar homícidios, divórcios, discussões do “se eu soubesse que era assim”, “não me voltes a dizer isso”, “o meu ex não era assim”, “pensei que te conhecia”, cenas de cíúme, amuos, dores de cabeça, vontade de cagar, enfim toda uma quantidade de maleitas físicas e psicológicas que podem deixar marcas mais profundas de que qualquer doença (excepto a puta da sífilis) ou que podem levar a doenças propriamente ditas. A indústria das loiças ia perder um importante segmento de mercado (casais em permanente conflito que partem a loiça toda), mas era um mal necessário.

Estou a imaginar um mundo perfeito, onde o fodilhão se acerca da fodilhada e lhe pergunta “posso ver a tua fodologia”? A fodilhada mostra a fodologia, e o fodilhão vê todas as informações que necessita:

– procuro relação séria com alguém com que me identifique

– não tenho filhos, mas já tive casada com o primeiro homem que me tirou os três

– não gosto de sexo anal

– tenho dores menstruais muito grandes

– não tenho um histórico grave de doenças.

– irritam-me gajos que gostam demasiado de futebol

sou vegetariana

Assim, o fodilhão pondera e toma uma atitude. Tendo em conta que ele é louco por sexo anal, da Juve Leo,não come verduras, não aguenta fêmeas que quando estão com o período transformam-se no Frankestein, só procura alguém para passar uns tempos e depois logo se vê, este pode negociar um meio termo com a presa ou imediatamente procurar fodologias que sejam mais do seu agrado.

Isto não faz sentido? Afinal, o mundo é um grande supermercado de carne. Ao menos, que possamos ver os ingredientes de todos os produtos especificados no rótulo…mesmo que depois não adiante nada reclamar nem pedir o dinheiro de volta

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3 comentários a “Fodologia

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