Por incrível que pareça, o meu discurso de hoje não se concentra em nenhum conceito defecador. Não quer isto dizer que a dissertação que se segue, não seja uma dissertação de merda. Uma ideia de merda. No entanto, perfeitamente viável.
Os fabricantes de carteiras estão preocupados com o facto de, num futuro próximo, a matéria-prima utilizada no fabrico destes objectos venha a ser o dobro do que é actualmente necessário para a produção de cada unidade. Já repararam na quantidade de cartões de “pontos” perfeitamente inúteis a que temos acesso hoje em dia? Cartão da bomba de gasolina ( abasteça com mil litros e poderá trocar os seus pontos por um porta chaves e umas férias na Brandoa); cartão de pontos do supermercado (troque 100 pontos por um desconto de €0,12 na compra de 1l de óleo de fígado de bacalhau concentrado); cartão da sapataria ( na compra de um par de galochas, desconto de 1 número na próxima promoção estúpida de pares com números que ninguém calça). E por aí em diante…
Nada disto me admira! O que me admira é que nem todos os mercados evoluam segundo os mesmos conceitos de marketing. Um dos mercados a que me mantenho particularmente atento é o mercado da útil e saudável troca de favores sexuais mediante o pagamento de uma determinada taxa ou montante variável (vulgo: PUTEDO!).
Porque é que ainda não há um cartão de pontos por cada €10 gastos em estabelecimentos comerciais deste género? Os consumidores têm esse direito. Qualquer bom chefe de família deveria apresentar o seu “PutaCard” no cinema de S. Jorge durante a matiné de Domingo, para o filme Rei Leão, juntamente da sua respeitável esposa e orgulhosos filhos. O cartão “PutaCard” poderia oferecer descontos…. Para a esposa!
Imaginem como seria aliciante termos à entrada de uma certa avenida de Lisboa um gigantesco OutDoor com a seguinte campanha:
“ Hoje e só hoje, na compra de um bico, receba um vale de 12 segundos extra na próxima compra!”
Imaginem um empresário de sucesso a dar entrada num luxuoso hotel e, orgulhosamente, colocar em cima do balcão o seu “PutaCard Gold”! Imagino, num futuro próximo, todos os hotéis com um auto-colante na porta: “We Take PutaCard”!
O sucesso das companhias depende, cada vez mais, das estratégias de marketing adoptadas. Está provado que o estupidamente absurdo hábito que o consumidor tem em sujeitar-se à mesquinhice de receber pontos inúteis pelas litradas de combustível que compra é infalível.
Assim sendo, fica aqui registado e provado para memória futura que, o “PutaCard” foi idealizado por mim, numa diarreia mental como outra qualquer.
4 Comentários
RSS dos Comentários URI de Identificação do Trackback
Publicar um comentário




Acho muito boa ideia! E a parte de dar descontos para a esposa, pode ajudar a sociedade a aceitar esta actividade indispensável para o bom funcionamento de qualquer família que se preze.
Fala com o Pinto da Costa, ele é capaz de investir no teu projecto heheheheh
Tá bem pensado, mas para isso a empresa tem de garantir melhores condições ao cliente, nomeadamente, o facto de todas as suas empregadas estarem livres de qualquer bicho corrosivo, ou seja, SIDA, e o facto das meninas poderem passar a facturinha: é sempre útil mais uma despeza a receber no IRS.
Devido à brutal atesão, temos conhecimento de que os cartões estão com alguma semanas de atraso na entrega! Sugerimos que guardem os recibos de todas as “compras” para adicionarem posteriormente os pontinhos!